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Sabia que…? Durante o período do Renascimento, começaram a ser desenvolvidas duas violas muito diferentes em termos de sofisticação: as “violas da braccio”, mais rudes e usadas para a música popular em bares e tabernas, e as “violas da gamba”, muito mais refinadas e seletas, utilizadas pela alta corte.

Características da Viola:

A viola é um instrumento musical pertencente à família dos cordofones, especificamente de cordas friccionadas. Apresenta uma estética, composição e materiais semelhantes aos do violino, mas com um tamanho maior e um som mais grave. O músico especializado neste instrumento musical é chamado de violetista ou simplesmente viola. É um instrumento musical maravilhoso, considerado o tenor da categoria dos “violinos”. No entanto, devido ao grande sucesso e popularidade do violino e do violoncelo, sempre teve de assumir um papel mais discreto, pois encontra-se entre estes dois protagonistas.

A viola é um instrumento musical de cordas friccionadas, semelhante em materiais e construção ao violino, mas de maior tamanho e som mais grave.

Especificamente, apresenta um comprimento total que pode variar de 37 cm a 43 cm, um pouco maior que o violino.

Na viola podem ser tocadas as mesmas notas que no violoncelo e com um som ligeiramente mais intenso. Por outro lado, a sua afinação é estabelecida em intervalos de quintas.

Contexto e história da Viola:

A origem da viola que atualmente conhecemos está diretamente relacionada com a história do violino e a Itália do século XVI. Grandes artistas e luthiers da época, como Andrea Amati, Nicola Amati, Gasparo da Salò, Andrea Guarnieri ou Antonio Stradivari, localizados em territórios do norte de Itália (Milão, Brescia, Cremona, Veneza…), começaram a criar e promover estes instrumentos musicais.

Partes principais da Viola:

Entre as principais partes de uma viola, destacam-se:

  • A caixa de ressonância é a parte responsável por fazer o ar vibrar no interior e amplificar o som.

  • A alma da viola está localizada entre as duas tampas da caixa de ressonância do instrumento e perto do entalhe. A sua função é a transmissão das vibrações de tampa a tampa.

  • A voluta ou cabeça da viola é a parte final do braço do instrumento, criada em espiral e com grande detalhe.

  • O cravelhal é o local onde se encontram as cravelhas, que servem para apertar ou soltar as cordas.

  • A viola possui 4 cordas unidas desde o estandarte até às cravelhas, afinadas com as notas DÓ, SOL, RÉ, LÁ. Através do estandarte, a tensão é mantida na parte inferior do instrumento, onde as cordas são atadas.

  • A ponte separa as cordas do instrumento e, dependendo da sua qualidade e entalhe, proporciona melhor ou pior transmissão de vibrações para a caixa de ressonância.

  • A almofada serve para apoiar a parte anterior do ombro ao tocar a viola.

O som da viola e em que géneros musicais podemos encontrá-la:

A viola é considerada o instrumento tenor ou contralto da família das cordas, com um registo exatamente a meio entre o violino e o violoncelo. A sua afinação em intervalos de quinta abrange desde a corda mais grave em DÓ, até à mais aguda em LÁ, passando por SOL e RÉ. O timbre da viola é claro, potente, pesado e, ao mesmo tempo, escuro.

A viola consegue apoiar muitas peças musicais de forma espetacular, evitando que o conjunto fique relativamente plano e assumindo um papel mais harmónico do que melódico.

Principalmente podemos encontrar violas na orquestra sinfónica moderna, de 6 a 12, e é uma parte indispensável do quarteto de cordas e de importantes conjuntos de música de câmara. No entanto, também a podemos ver como acompanhamento em outros estilos, como por exemplo a música eletrónica ou o jazz.

Funcionamento da Viola:

A viola deve ser segurada na parte superior do braço, sem chegar ao cravelhal, e o músico deve permanecer sentado ou de pé, indiferentemente. A mão direita é responsável por friccionar o arco sobre a viola, enquanto a mão esquerda segura a viola e pressiona as diferentes notas no diapasão (ao contrário das guitarras, não há trastes). Existem muitas