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Sabia que…? A trompa, durante a sua evolução, chegou a ser o primeiro instrumento a usar totalmente a escala dodecafónica, comummente conhecida como escala cromática.

Acerca das trompas...

A trompa é um conhecido instrumento pertencente à família de sopros-metais dentro de uma orquestra e muito conhecido também pelo nome “corno francês”. Destaca-se por apresentar uma grande versatilidade musical e por ter uma forma que lembra um caracol. É sem dúvida, um instrumento solista indispensável nas orquestras sinfónicas mais comuns, bandas e agrupamentos de música de câmara. Frequentemente, costumam ver-se atrás da secção de madeiras dentro de uma orquestra.

Contexto e um pouco de história

A criação da trompa devemos a J. B. Dupont, no ano de 1825 e localizamos a sua origem na capital da França, Paris. Embora lhe atribuamos a sua criação, devemos destacar que o que ele fez foi realmente aperfeiçoar um modelo original patenteado anos antes. O que Dupont conseguiu, foi um instrumento sem mais comprimentos do que os necessários para alcançar qualquer tonalidade desejada. A verdade é que a trompa evoluiu muito durante séculos, desde que na Roma e Grécia antigas se sopravam conchas e cornos que já sugeriam a existência deste instrumento, ou no século XVII começou a ter uma razão de ser de carácter musical; até aos tempos atuais onde o detalhe e a precisão dos instrumentos de sopro-metal são surpreendentes.

Partes principais das trompas

Algumas das partes e características comuns nas trompas são:

  • O bocal, um elemento indispensável dos sopros-metais

A peça sobre a qual, os músicos vibram os lábios para fazer passar o ar através do instrumento. Existem muitos bocais para trompa já que é algo muito pessoal; os músicos têm diferentes preferências quanto às dimensões ou forma dos bocais... Mas... já falaremos disso noutro lugar!

  • O tudel: peça chave

Uma peça localizada no início do tubo onde está o bocal e que se estende até à bomba de afinação, graças aos seus aproximadamente 50 centímetros de comprimento. Assim como o bocal, costuma ser um elemento que sofre muito desgaste, pelo que a sua correta manutenção deveria ser indispensável.

  • Presença escassa de pistões: 3 são suficientes

Ao contrário de outros instrumentos da sua mesma família, destaca-se pelo uso de poucos pistões, embora atualmente, a maioria das trompas utilizem cilindros em vez de pistões. No entanto, existem alguns modelos muito utilizados de trompa nos quais podemos encontrar até 5, como acontece em algumas trompas duplas e triplas.

  • Tubo principal ou corno: um túnel musical

Como o próprio nome indica, é o conduto de maior dimensão por onde o ar circula até ser emitido pela campânula em forma de som.

  • Tubos adicionais: mini-túneis musicais

A quantidade de tubos, como acontecia com os pistões, vai estar condicionada ao tipo de trompa em questão, que por sua vez dependerá da afinação de cada instrumento e até de cada estilo musical ou país de fabrico. As trompas duplas podem ter até 9 tubos adicionais.

  • A campânula, outro elemento indispensável dos instrumentos de sopro-metal

Com um diâmetro de cerca de 30 cm, a campânula, também chamada pavilhão, permite potenciar o som como se de um megafone se tratasse, chegando à máxima vibração do instrumento, em termos acústicos.

  • Chave de água: Abram as comportas!

É recorrente nos instrumentos de sopro-metal, para poder esvaziar a saliva (ou melhor, a água condensada ao soprar) acumulada dentro do instrumento e melhorar assim o estado do mesmo.

O som e géneros musicais da trompa

O som da trompa tem a peculiaridade de poder ser alterado dependendo da posição da mão direita no interior da campânula; pode-se modificar desde a cor do som até à própria afinação. Por outro lado, os famosos “bouchés”, muito utilizados na música atual por muitos compositores, podem ser criados ao tapar a campânula, criando um som abafado ou velado muito marcante.

As peculiaridades do som e o carácter tímbrico da trompa permitem enquadrar o instrumento na música clássica (como na orquestra sinfónica ou música de câmara). É menos frequente no género do jazz.

O funcionamento da trompa

Ao colocar os lábios sobre o bocal e inserir o ar enquanto os fazemos vibrar, este vai-se amplificando ao longo do tubo até chegar à campânula que o emitirá de forma exaltada. A potência do som dependerá da quantidade de ar que emitimos