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Sabia que…? Um dos antecessores do bombardino foi a tuba Wagner. Trata-se de um instrumento de sopro de metal muito estranho, pois combina propriedades da trompa e também da tuba. Foi mandado fabricar pelo compositor e dramaturgo Richard Wagner em 1876, para a sua obra “O Anel do Nibelungo”
Sobre os bombardinos…
O bombardino é um instrumento de sopro de metal que se assemelha ao oficleide, mas utiliza pistões em vez de chaves. Outra das suas denominações é eufónio, que significa som agradável.
Como o seu segundo nome indica, o bombardino produz um som doce e pertence à categoria dos metais graves. Em algumas ocasiões, é confundido com uma tuba pequena, pois também apresenta uma tubagem cónica e aspeto semelhante. Da mesma forma, o próprio bombardino costuma ser confundido com o bombardino barítono, no entanto, apresentam certas diferenças de tamanho e som.
Por outro lado, a digitação deste instrumento musical é idêntica à da trompete e da tuba.
Contexto e um pouco de história
As origens do bombardino remontam ao século XVIII e inspiram-se noutros instrumentos musicais já existentes, como o oficleide ou o serpentão.
Apesar de ser um instrumento de sopro de metal, começou por ser elaborado em grande parte com madeira, para além de outros materiais como latão, prata, revestimento de couro e até ouro.
Entre os possíveis inventores principais do bombardino, podemos destacar Ferdinand Sommer de Weimar, Carl Moritz ou o próprio Adolphe Sax, inventor do saxofone.
Características e partes principais dos bombardinos
Dimensões e composição
O bombardino tem uma forma cónica característica, pelo que, mesmo não sendo excessivamente volumoso, possui uma grande extensão de tubagem metálica (cerca de 7 metros). As principais partes de que se compõe são: o bocal, o corpo, a maquinaria e a campânula.
Atualmente, os bombardinos são fabricados em metal, latão e uma liga de cobre e zinco.
O bocal
É a peça do instrumento por onde o som é gerado ao fazer vibrar os lábios sobre ela. É semelhante à do trombone, embora um pouco maior, e encontra-se próxima à campânula e aos pistões. Esta peça está conectada ao tudel ou pescoço do instrumento.
A campânula
Esta parte, também conhecida como pavilhão, é o local por onde o som final é projetado e amplificado depois de o fluxo de ar ter percorrido toda a tubagem metálica do instrumento.
Os pistões
São 3 em linha + 1 adicional localizado noutra parte do corpo do bombardino. Graças aos pistões, podem-se tocar as diferentes notas. O quarto pistão serve para conseguir uma extensão mais grave em combinação com o resto dos pistões.
Bomba geral e bomba dos pistões
As distintas tubagens metálicas que rodeiam o instrumento e que transmitem o fluxo de ar desde o bocal e o tudel, em direção à campânula.
As chaves de escoamento
Servem para evacuar a água que se acumula no interior das bombas.
O som e géneros musicais do bombardino
O bombardino caracteriza-se por produzir um som doce, grave, escuro, algo burlesco e potente ao mesmo tempo. É um instrumento muito polivalente, capaz de produzir os efeitos das trombetes e dos trombones. Além disso, é muito útil para acompanhar os baixos e trombones e também é muito competente como instrumento solista.
Trata-se de um instrumento musical muito utilizado em orquestras sinfónicas e orquestras de câmara, charangas, bandas e grupos de música tradicional.
O funcionamento do bombardino
Trata-se de um instrumento com pistões ou válvulas rotativas, e de tipo aerofone, pelo que depende da correta vibração dos lábios no bocal (técnica semelhante a uma “pum” de boca).
Desta forma, o fluxo de ar é transmitido pelo bocal (sem deixar escapar) e avança pelo tudel em direção às diferentes bombas, onde o músico pressiona os pistões gerando diferentes notas que acabam por ser emitidas através da campânula do instrumento.
A manutenção dos bombardinos
A manutenção do bombardino é praticamente igual à da tuba. Para garantirmos a prolongação da vida útil do nosso bombardino, é necessário ter em conta uma série de cuidados e conselhos antes de tocar e ao terminar de o fazer, e também uma manutenção anual mais aprofundada.
Antes de tocar:
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Lubrificar os pistões e os rotores
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Ajustar o bocal
Depois de tocar:
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Remover as bombas e retirar a humidade (também a chave de escoamento e o depósito de água)
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